Guns N' Roses - Civil War

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Dica de mini-série:

sexta-feira, 21 de outubro de 2011




Superprodução de Steven Spielberg, dividida em seis episódios, conta a marcha ao velho oeste norte-americano e a guerra entre índios e brancos, mas sob a ótica menos explorada pelas telas: a indígena. A história conta como o jovem Jacob Wheeler, um branco do estado da Virgínia que vai ao oeste em busca de aventura, se une à índia lakota, batizada de Coração-de-Trovão. Jacob salva a índia de ser vendida como escrava e acaba se envolvendo. Esse romance é o ponto de partida para as histórias das duas famílias e de seus descendentes. E o amor de Jacob e Coração-de-Trovão vira pano de fundo para a retratação de fatos históricos que aconteceram no período em que a ação no oeste era intensa. A corrida do ouro na Califórnia, a Guerra Civil, o desenvolvimento das ferrovias e a sobrevivência dos índios através da criação de manadas de búfalos são temas presentes na superprodução. A luta entre brancos e índios e as conseqüências dos confrontos na visão dos chamados “selvagens” são temperadas com uma história de amor onde os opostos se atraem.

Video sobre a expansão para o oeste





A Guerra de Secessão

quinta-feira, 20 de outubro de 2011




Abraham Lincoln

16.º Presidente dos Estados Unidos da América. Preservou a União durante a Guerra Civil tendo conseguido a emancipação dos escravos.
Nasceu perto de Hodgenville, Kentucky, nos E.U.A. em 12 de Fevereiro de 1809;
morreu assassinado em Washington, em 15 de Abril de 1865.


Filho de um agricultor de ascendência inglesa, vivendo no Kentucky, um dos primeiros Estados criados após a independência da Grã-Bretanha (1792), na fronteira ocidental do país, Lincoln passou a maior parte da sua infância no território de Indiana, para onde a família se tinha deslocado em finais de 1816, devido a um processo judicial de contestação da propriedade que o pai possuia. A mãe morreu no Outono de 1818, tendo Lincoln e a irmã sido educados pela madrasta, Sarah Bush Johnston, mãe de 2 raparigas e um rapaz, com quem o pai se casou no princípio do Inverno de 1819. Lincoln, filho de pais iletrados, teve uma educação muito pouco cuidada, frequentando a escola muito esporadicamente, mas que, como o próprio afirmava, quando chegou à idade adulta, lhe permitia ler e escrever e fazer algumas contas básicas.


Em 1830 a família mudou-se novamente mais para Oeste, para o território do Illinois, na fronteira. Lincoln, com 21 anos, não querendo ser lavrador começou por tentar várias profissões, mas finalmente estabeleceu-se em Nova Salem, trabalhando em actividades como o comércio, os correios ou no levantamento topográfico. Com o desencadear da Guerra de «Black Hawk» contra tribos índias, alistou-se como voluntário tendo sido eleito capitão da sua companhia. Não tendo, segundo as suas próprias palavras, «visto guerreiros índios vivos», terá entrado em várias «lutas sangrentas contra os mosquitos». Entretanto, candidatou-se à Assembleia Legislativa do Illinois, para onde foi eleito repetidas vezes, após uma primeira tentativa falhada. Pensou em tornar-se ferrador mas finalmente escolheu a advocacia. Tendo aprendido por si próprio gramática e matemática, embrenhou-se nos manuais jurídicos, passado o exame de admissão à advocacia em 1836. No ano seguinte mudou-se para a capital do Illinois, Springfield, onde tinha mais possibilidades de exercer advocacia do que em Nova Salem.


O começo da profissão de advogado foi difícil e muito trabalhosa, tendo de deambular pelo Estado para conseguir clientes. Com o aparecimento dos caminhos de ferro, Lincoln tornou-se advogado da Illinois Central Railroad, tendo defendido a companhia com sucesso, o que lhe deu uma real estabilidade financeira. Tornou-se um advogado reconhecido, tendo também ganho um célebre processo do foro criminal, onde defendeu o seu cliente da acusação de assassínio com a ajuda de um Almanaque que provava que, sendo a noite do crime de Lua Nova, e por isso muito escura, a testemunha do crime não podia ter presenciado o crime claramente. 


Em 1842 casou com Mary Todd, mulher com uma sólida educação, pertencente a uma família distinta do Kentucky, e cujos familiares em Springfield faziam parte da elite local. Do casamento nasceram quatro filhos, tendo só o filho mais velho chegado à idade adulta. Com o casamento Lincoln começou a frequentar a igreja Presbiterana local. Sendo considerado um céptico em questões religiosas e um livre-pensador, era um conhecedor profundo da Bíblia, tendo acabado por defender que toda a história era obra de Deus. 

Quando Lincoln entrou para a política, no princípio dos anos 30 do século XIX, simpatizava com as ideias de Jackson sobre o desenvolvimento da democracia nos Estados Unidos, mas, ao contrário do presidente dos Estados Unidos, achava que o governo federal devia intervir na ajuda ao desenvolvimento  económico. Admirando os dois grandes políticos americanos da década de 40, Henry Clay e Daniel Webster, começou por apoiar o partido Whig, assim chamado, imitando o antigo nome do partido liberal britânico, porque combatia ao aumento dos poderes presidenciais. Lincoln achava que o seu Estado, o Illinois, e o Oeste em geral, precisavam desesperadamente do apoio do governo federal no apoio ao desenvolvimento económico, por meio de um banco nacional, uma barreira alfandegária proteccionista e um programa de desenvolvimento das comunicações
.
Como membro da Assembleia legislativa estadual do Illinois, de 1834 a 1840, Lincoln desenvolveu um projecto grandioso, a ser subsidiado por fundos estatais, de criação de uma rede de caminhos-de-ferro, estradas e canais, que foi aprovado, mas que por vários motivos não pôde ser concretizado. A posição de Lincoln sobre a escravatura era, nesta altura, conciliatória defendendo que a escravatura não só «era injusta, mas também era uma má solução», sendo que as «doutrinas abolicionistas tendiam a aumentar, e não a diminuir, os efeitos perniciosos da instituição».


Durante o seu mandato para a Câmara dos Representantes (1847-1849) Lincoln, que apresentou uma lei para a abolição da escravatura na capital federal que não agradou a ninguém, dedicou-se sobretudo a apoiar a eleição de um presidente Whig, o que foi conseguido com a eleição do herói da Guerra do México, Zachary Taylor, mas esta eleição não beneficiou Lincoln da maneira que este esperava.


Afastado da política por um curto espaço de tempo, Lincoln regressou para combater a Lei Kansas-Nebraska, proposta pelo seu rival político Stephen A. Douglas, que permitia a existência da escravatura nestes estados, desde que aprovada pelos seus eleitores. A luta política contra esta medida, que acelerou o declínio do partido Whig, deu origem ao Partido Republicano. Como muitos outros políticos Whig, Lincoln integrou este novo partido em 1856.

Em 1858, Lincoln tentou ser nomeado para o Senado, em vez de Douglas. A campanha eleitoral deu origem a um conjunto de debates, que abordaram sobretudo o tema da escravatura. Foi nessa época que proferiu o célebre discurso Uma Casa Dividida, em que afirmou que uma «casa dividida não se pode manter», insistindo no tema de que as liberdades civis, tanto dos brancos como dos negros, estavam em causa no problema da escravatura. Os debates não conseguiram fazer com que Lincoln fosse eleito, mas tornaram-no uma figura nacional, e fizeram com que, em 1860, fosse pensado para a Presidência dos Estados Unidos. Na verdade, acabou por ser escolhido como candidato do Partido Republicano, ao fim de três votações, na convenção desse ano.


Devido a haver quatro candidatos à eleição, o Partido Democrata estar dividido e o seu Partido unido em seu redor, Lincoln acabou por ser eleito, com 40% dos votos dos eleitores, mas com uma grande maioria no Colégio Eleitoral, sendo que no colégio não obteve nenhum voto dos Estados do Sul.


No período entre a eleição e a tomada de posse de Lincoln, a Carolina do Sul decidiu abandonar a União. Tentou-se chegar a um compromisso, a propósito da divisão territorial entre estados esclavagistas e livres, mas acabou-se por não chegar a nenhum acordo, o que levou outros seis estados do Sul a seguir o exemplo da Carolina do Sul, formando os Estados Confederados da América.


A guerra acabou por ser declarada devido ao cerco do forte Sumter por tropas da Confederação. O forte que tinha sido acabado de construir na baía de Charleston, na Carolina do Sul, e estava guarnecido por tropas federais, foi bombardeado em 12 de Abril de 1861, antes da chegada anunciada de uma coluna de reabastecimento. O novo presidente requereu tropas aos governadores estaduais, o que fez com mais três estados abandonassem a União, entre os quais o importante Estado da Virgínia, e declarou o bloqueio dos portos sulistas. A estratégia de Lincoln era simples. Baseava-se em organizar o maior número possível de tropas e atacar em todos os lados ao mesmo tempo. O peso demográfico e económico dos estados do Norte, far-se-ia sentir mais cedo ou mais tarde, sobre os estados do Sul, e a guerra terminaria. Mas a unidade de comando, necessária para coordenar os esforços dos diferentes exércitos federais, só foi conseguida em Março de 1864, quando Lincoln nomeou o general Grant, vencedor dos exércitos confederados no vale do Misissipi, comandante-chefe das forças da União. A estratégia de 1861 pode ser posta em prática, finalmente, e a rendição do estados do Sul não demorou.


Durante a Guerra Civil a política de Lincoln em relação à escravatura foi-se modificando. Começando por defender a manutenção do statu-quo, isto é, a manutenção da escravatura nos estados em que ela existia, e a proibição da sua expansão para outros estados; a posição de Lincoln tornou-se, no fim da guerra, abertamente abolicionista. Com o decreto presidencial de 1 de Janeiro de 1863, que pôs em prática de acordo com o que considerava serem os poderes do Presidente em tempo de Guerra, e que ficou conhecido como a Proclamação da Emancipação, os escravos nos territórios do Sul sob domínio confederado eram libertos. A medida só libertou 200.000 negros até ao fim da guerra, mas mostrou definitivamente que a abolição da escravatura se tinha tornado um dos objectivos da guerra, para além da manutenção da unidade política. A medida, de duvidosa legalidade, foi seguida por uma Emenda Constitucional, a 13.ª, que proibiu a escravatura nos Estados Unidos da América. A emenda tinha sido prevista no programa político do Partido Republicano, durante a preparação das eleições de 1864.


Durante a guerra, Lincoln teve de preparar a «reconstrução» dos estados do Sul. A questão foi sempre fonte de divisão no Norte e no Partido Republicano. A facção «Radical» defendia que os estados rebeldes deviam ser tratados duramente, enquanto Lincoln e os «Conservadores» defendiam que os territórios deviam regressar à normalidade o mais rapidamente possível, sendo as medidas de regularização da situação a menos dura possível. Mas a posição de Lincoln nunca foi muito clara, mesmo após o fim da guerra, parecendo que se começava a aproximar das posições dos «Radicais», quando morreu.
Na noite de 14 de Abril de 1865, uma 6.ª feira Santa, o actor John Wilkes Booth, defensor da escravatura e com ligações fortes ao Sul, membro de uma família famosa de actores, matou Lincoln no Teatro Ford, em Washington. 


Com a ajuda do seu antigo sócio na advocacia, que sempre salientou o começo de vida bastante sórdido de Lincoln, este tornou-se o modelo do homem que sobe na vida a pulso.

Guerra de Secessão
A Guerra de Secessão: conflito entre os federalistas e confederados.

Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana foi o maior conflito armado da história dos Estados Unidos. De fato, a guerra provocou a morte de cerca de 970 mil pessoas, o equivalente ao mesmo número de norte-americanos mortos nas duas Guerras Mundiais juntas. 

Os motivos do conflito foram as grandes diferenças socioeconômicas existentes entre os Estados americanos do norte e os do sul. A região norte dos Estados Unidos vivia um período de forte desenvolvimento econômico e industrial, já os Estados do sul eram basicamente agrícolas. No entanto, a diferença fundamental que desencadeou a Guerra Civil foi o fato da existência do trabalho assalariado no Norte e do trabalho escravo no Sul. 

Abraham Lincoln, um candidato do Norte, abolicionista e defensor da liberdade, foi eleito presidente, em 1860, fato que desagradou muito o Sul. Preocupados com uma possível abolição do trabalho escravo em seus territórios, onze Estados se desvincularam da União e formaram os Estados Confederados. Os rebeldes aprovaram com uma nova constituição e estabeleceram Richmond, na Virgínia, como capital. 




Até aí, não havia motivos suficientes para causar uma guerra. Diferentemente do que muitos pensam, a Guerra de Secessão não foi causada pela simples separação dos confederados, uma vez que sob o ponto de vista constitucional, nada obrigava um Estado a permanecer na União. O que iniciou o conflito armado foi o ataque confederado feito ao Forte Sumter, na Carolina do Sul, em 12 de abril de 1861. 

Tal ataque e a posição dos confederados em considerar a União como inimiga foi proporcionada pelo medo da propagação do abolicionismo, mesmo que fosse de um país para outro. Já a intenção da União e de Lincoln era salvar a unidade territorial dos Estados Unidos. 

Após muitas vitórias e derrotas de ambos os lados, prevaleceu a lógica: a União venceu. Para se ter uma ideia, dos 31 milhões de norte-americanos daquela época, 20 viviam nos Estados do norte. Além disso, grande parte da população do Sul era composta por escravos, que não podiam ir à guerra. Por fim, podemos citar outras inúmeras vantagens do Norte, como o uso de ferrovias e a possessão de uma força naval forte, por exemplo. 



A guerra terminou em abril de 1865, quando o general confederado Robert Lee pediu por termos da rendição. Embora o conflito tenha abalado de certa forma a economia do Norte, os Estados do sul foram os que mais tiveram prejuízos: muitas cidades  foram destruídas, suas plantações arrasadas, sem contar o problema da falta de mão-de-obra. Mesmo assim, o espetacular crescimento econômico do Norte contagiou toda a nação americana nas décadas seguintes.

Estados Unidos: Expansão para o oeste

A conquista do Oeste


No início do século XIX houve uma intensa imigração nos Estados Unidos. A maioria desses imigrantes vinha da Alemanha, Irlanda e Inglaterra, fugindo da difícil situação econômica que prejudicava a Europa. Muitos artesões estavam desempregados com a industrialização, e a concentração fundiária resultou na expulsão de camponeses das terras.

Isso causou um rápido crescimento demográfico dos EUA e o desejo ambicioso de conquistar as terras do Oeste.

Em 1829, a construção de ferrovias abateu os preços do transporte. Com o tempo as linhas férreas foram sendo ampliadas cada vez mais, tanto que em 1890 já havia uma linha fazendo ligação entre a Costa do Atlântico ao Pacífico.

No ano de 1848 foi descoberta uma mina de ouro na Califórnia, causando um deslocamento populacional em busca da “riqueza fácil”.
O Estados Unidos estava decido na sua expansão para o Oeste, se e justificou através da doutrina “Destino Manifesto” que apresentava os norte-americanos como destinados divinamente a conquistar o território cobiçado por eles.







Surge a Doutrina Monroe em 1820, que pode ser resumida pela seguinte frase: “a América para os norte-americanos”. Trouxe para a expansão dos EUA um novo significado, logo de início atuava na defesa das nações latino-americanas que tinham conquistado a independência recentemente. Mas em decorrência dos interesses dos Estados Unidos em relação aos territórios do Oeste, a doutrina foi se estendendo em direção a esses territórios.




Mecanismos da Conquista

De acordo com o tratado de versalhes (1783), os Estados Unidos se estendia da Costa do Atlântico até o Mississippi. Porém, ocorreram algumas mudanças em relação a este fato, pois os norte-americanos conseguiram conquistar terras do Oeste como o território da Louisiana que foi vendida por Napoleão Bonaparte para os norte-americanos por 15 milhões de dólares, a Flórida vendida pelos espanhóis por 5 milhões de dólares, o Alasca vendido pela Rússia por 7 milhões de dólares e o Oregon que foi cedido pelos ingleses aos norte-americanos.

O México dominava o Sudoeste Americano e para ocupar essas terras os norte-americanos tiveram que iniciar uma guerra. No ano de 1821, o governo mexicano permitiu a colonização dos norte-americanos em seu território em troca eles deveriam seguir a religião católica e jurar lealdade.

No entanto, começaram a acontecer muitos conflitos internos e ditaduras que dificultaram o estabelecimento de um Estado Nacional, e assim os Estados Unidos teve grandes oportunidades de expansão. Nessas condições, o território do Texas estava destinado a fazer parte dos EUA. Assim teve inicio a Guerra do México, que perdurou de 1845 a 1848, e foi nesse período que definitivamente foi proclamada a independência do Texas em relação ao México, e passou a compor os EUA. O fim da guerra foi marcado pela assinatura do Tratado de Guadalupe-Hidalgo, consolidando o Rio Grande como região fronteiriça entre o México e o Texas. As regiões da Califórnia, Arizona, Novo México, Nevada, Utah e uma porção de Colorado foram cedidas aos norte-americanos por 15 milhões de dólares. Após 5 anos, a metade do território mexicanos estava sob o poder dos EUA.

Os indígenas foram os mais prejudicados com a expansão ao Oeste, pois era um povo que estava passando por fases de desenvolvimento e por isso não tinham forças suficientes para se defenderem do domínio dos europeus. E os norte-americanos, continuavam acreditando e seguindo a doutrina “Destino Manifesto”, idealizando a obrigação de civilização de outros povos, destruindo os indígenas e a sua cultura.