Guns N' Roses - Civil War

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Dica de mini-série:

sexta-feira, 21 de outubro de 2011




Superprodução de Steven Spielberg, dividida em seis episódios, conta a marcha ao velho oeste norte-americano e a guerra entre índios e brancos, mas sob a ótica menos explorada pelas telas: a indígena. A história conta como o jovem Jacob Wheeler, um branco do estado da Virgínia que vai ao oeste em busca de aventura, se une à índia lakota, batizada de Coração-de-Trovão. Jacob salva a índia de ser vendida como escrava e acaba se envolvendo. Esse romance é o ponto de partida para as histórias das duas famílias e de seus descendentes. E o amor de Jacob e Coração-de-Trovão vira pano de fundo para a retratação de fatos históricos que aconteceram no período em que a ação no oeste era intensa. A corrida do ouro na Califórnia, a Guerra Civil, o desenvolvimento das ferrovias e a sobrevivência dos índios através da criação de manadas de búfalos são temas presentes na superprodução. A luta entre brancos e índios e as conseqüências dos confrontos na visão dos chamados “selvagens” são temperadas com uma história de amor onde os opostos se atraem.

Video sobre a expansão para o oeste





A Guerra de Secessão

quinta-feira, 20 de outubro de 2011




Abraham Lincoln

16.º Presidente dos Estados Unidos da América. Preservou a União durante a Guerra Civil tendo conseguido a emancipação dos escravos.
Nasceu perto de Hodgenville, Kentucky, nos E.U.A. em 12 de Fevereiro de 1809;
morreu assassinado em Washington, em 15 de Abril de 1865.


Filho de um agricultor de ascendência inglesa, vivendo no Kentucky, um dos primeiros Estados criados após a independência da Grã-Bretanha (1792), na fronteira ocidental do país, Lincoln passou a maior parte da sua infância no território de Indiana, para onde a família se tinha deslocado em finais de 1816, devido a um processo judicial de contestação da propriedade que o pai possuia. A mãe morreu no Outono de 1818, tendo Lincoln e a irmã sido educados pela madrasta, Sarah Bush Johnston, mãe de 2 raparigas e um rapaz, com quem o pai se casou no princípio do Inverno de 1819. Lincoln, filho de pais iletrados, teve uma educação muito pouco cuidada, frequentando a escola muito esporadicamente, mas que, como o próprio afirmava, quando chegou à idade adulta, lhe permitia ler e escrever e fazer algumas contas básicas.


Em 1830 a família mudou-se novamente mais para Oeste, para o território do Illinois, na fronteira. Lincoln, com 21 anos, não querendo ser lavrador começou por tentar várias profissões, mas finalmente estabeleceu-se em Nova Salem, trabalhando em actividades como o comércio, os correios ou no levantamento topográfico. Com o desencadear da Guerra de «Black Hawk» contra tribos índias, alistou-se como voluntário tendo sido eleito capitão da sua companhia. Não tendo, segundo as suas próprias palavras, «visto guerreiros índios vivos», terá entrado em várias «lutas sangrentas contra os mosquitos». Entretanto, candidatou-se à Assembleia Legislativa do Illinois, para onde foi eleito repetidas vezes, após uma primeira tentativa falhada. Pensou em tornar-se ferrador mas finalmente escolheu a advocacia. Tendo aprendido por si próprio gramática e matemática, embrenhou-se nos manuais jurídicos, passado o exame de admissão à advocacia em 1836. No ano seguinte mudou-se para a capital do Illinois, Springfield, onde tinha mais possibilidades de exercer advocacia do que em Nova Salem.


O começo da profissão de advogado foi difícil e muito trabalhosa, tendo de deambular pelo Estado para conseguir clientes. Com o aparecimento dos caminhos de ferro, Lincoln tornou-se advogado da Illinois Central Railroad, tendo defendido a companhia com sucesso, o que lhe deu uma real estabilidade financeira. Tornou-se um advogado reconhecido, tendo também ganho um célebre processo do foro criminal, onde defendeu o seu cliente da acusação de assassínio com a ajuda de um Almanaque que provava que, sendo a noite do crime de Lua Nova, e por isso muito escura, a testemunha do crime não podia ter presenciado o crime claramente. 


Em 1842 casou com Mary Todd, mulher com uma sólida educação, pertencente a uma família distinta do Kentucky, e cujos familiares em Springfield faziam parte da elite local. Do casamento nasceram quatro filhos, tendo só o filho mais velho chegado à idade adulta. Com o casamento Lincoln começou a frequentar a igreja Presbiterana local. Sendo considerado um céptico em questões religiosas e um livre-pensador, era um conhecedor profundo da Bíblia, tendo acabado por defender que toda a história era obra de Deus. 

Quando Lincoln entrou para a política, no princípio dos anos 30 do século XIX, simpatizava com as ideias de Jackson sobre o desenvolvimento da democracia nos Estados Unidos, mas, ao contrário do presidente dos Estados Unidos, achava que o governo federal devia intervir na ajuda ao desenvolvimento  económico. Admirando os dois grandes políticos americanos da década de 40, Henry Clay e Daniel Webster, começou por apoiar o partido Whig, assim chamado, imitando o antigo nome do partido liberal britânico, porque combatia ao aumento dos poderes presidenciais. Lincoln achava que o seu Estado, o Illinois, e o Oeste em geral, precisavam desesperadamente do apoio do governo federal no apoio ao desenvolvimento económico, por meio de um banco nacional, uma barreira alfandegária proteccionista e um programa de desenvolvimento das comunicações
.
Como membro da Assembleia legislativa estadual do Illinois, de 1834 a 1840, Lincoln desenvolveu um projecto grandioso, a ser subsidiado por fundos estatais, de criação de uma rede de caminhos-de-ferro, estradas e canais, que foi aprovado, mas que por vários motivos não pôde ser concretizado. A posição de Lincoln sobre a escravatura era, nesta altura, conciliatória defendendo que a escravatura não só «era injusta, mas também era uma má solução», sendo que as «doutrinas abolicionistas tendiam a aumentar, e não a diminuir, os efeitos perniciosos da instituição».


Durante o seu mandato para a Câmara dos Representantes (1847-1849) Lincoln, que apresentou uma lei para a abolição da escravatura na capital federal que não agradou a ninguém, dedicou-se sobretudo a apoiar a eleição de um presidente Whig, o que foi conseguido com a eleição do herói da Guerra do México, Zachary Taylor, mas esta eleição não beneficiou Lincoln da maneira que este esperava.


Afastado da política por um curto espaço de tempo, Lincoln regressou para combater a Lei Kansas-Nebraska, proposta pelo seu rival político Stephen A. Douglas, que permitia a existência da escravatura nestes estados, desde que aprovada pelos seus eleitores. A luta política contra esta medida, que acelerou o declínio do partido Whig, deu origem ao Partido Republicano. Como muitos outros políticos Whig, Lincoln integrou este novo partido em 1856.

Em 1858, Lincoln tentou ser nomeado para o Senado, em vez de Douglas. A campanha eleitoral deu origem a um conjunto de debates, que abordaram sobretudo o tema da escravatura. Foi nessa época que proferiu o célebre discurso Uma Casa Dividida, em que afirmou que uma «casa dividida não se pode manter», insistindo no tema de que as liberdades civis, tanto dos brancos como dos negros, estavam em causa no problema da escravatura. Os debates não conseguiram fazer com que Lincoln fosse eleito, mas tornaram-no uma figura nacional, e fizeram com que, em 1860, fosse pensado para a Presidência dos Estados Unidos. Na verdade, acabou por ser escolhido como candidato do Partido Republicano, ao fim de três votações, na convenção desse ano.


Devido a haver quatro candidatos à eleição, o Partido Democrata estar dividido e o seu Partido unido em seu redor, Lincoln acabou por ser eleito, com 40% dos votos dos eleitores, mas com uma grande maioria no Colégio Eleitoral, sendo que no colégio não obteve nenhum voto dos Estados do Sul.


No período entre a eleição e a tomada de posse de Lincoln, a Carolina do Sul decidiu abandonar a União. Tentou-se chegar a um compromisso, a propósito da divisão territorial entre estados esclavagistas e livres, mas acabou-se por não chegar a nenhum acordo, o que levou outros seis estados do Sul a seguir o exemplo da Carolina do Sul, formando os Estados Confederados da América.


A guerra acabou por ser declarada devido ao cerco do forte Sumter por tropas da Confederação. O forte que tinha sido acabado de construir na baía de Charleston, na Carolina do Sul, e estava guarnecido por tropas federais, foi bombardeado em 12 de Abril de 1861, antes da chegada anunciada de uma coluna de reabastecimento. O novo presidente requereu tropas aos governadores estaduais, o que fez com mais três estados abandonassem a União, entre os quais o importante Estado da Virgínia, e declarou o bloqueio dos portos sulistas. A estratégia de Lincoln era simples. Baseava-se em organizar o maior número possível de tropas e atacar em todos os lados ao mesmo tempo. O peso demográfico e económico dos estados do Norte, far-se-ia sentir mais cedo ou mais tarde, sobre os estados do Sul, e a guerra terminaria. Mas a unidade de comando, necessária para coordenar os esforços dos diferentes exércitos federais, só foi conseguida em Março de 1864, quando Lincoln nomeou o general Grant, vencedor dos exércitos confederados no vale do Misissipi, comandante-chefe das forças da União. A estratégia de 1861 pode ser posta em prática, finalmente, e a rendição do estados do Sul não demorou.


Durante a Guerra Civil a política de Lincoln em relação à escravatura foi-se modificando. Começando por defender a manutenção do statu-quo, isto é, a manutenção da escravatura nos estados em que ela existia, e a proibição da sua expansão para outros estados; a posição de Lincoln tornou-se, no fim da guerra, abertamente abolicionista. Com o decreto presidencial de 1 de Janeiro de 1863, que pôs em prática de acordo com o que considerava serem os poderes do Presidente em tempo de Guerra, e que ficou conhecido como a Proclamação da Emancipação, os escravos nos territórios do Sul sob domínio confederado eram libertos. A medida só libertou 200.000 negros até ao fim da guerra, mas mostrou definitivamente que a abolição da escravatura se tinha tornado um dos objectivos da guerra, para além da manutenção da unidade política. A medida, de duvidosa legalidade, foi seguida por uma Emenda Constitucional, a 13.ª, que proibiu a escravatura nos Estados Unidos da América. A emenda tinha sido prevista no programa político do Partido Republicano, durante a preparação das eleições de 1864.


Durante a guerra, Lincoln teve de preparar a «reconstrução» dos estados do Sul. A questão foi sempre fonte de divisão no Norte e no Partido Republicano. A facção «Radical» defendia que os estados rebeldes deviam ser tratados duramente, enquanto Lincoln e os «Conservadores» defendiam que os territórios deviam regressar à normalidade o mais rapidamente possível, sendo as medidas de regularização da situação a menos dura possível. Mas a posição de Lincoln nunca foi muito clara, mesmo após o fim da guerra, parecendo que se começava a aproximar das posições dos «Radicais», quando morreu.
Na noite de 14 de Abril de 1865, uma 6.ª feira Santa, o actor John Wilkes Booth, defensor da escravatura e com ligações fortes ao Sul, membro de uma família famosa de actores, matou Lincoln no Teatro Ford, em Washington. 


Com a ajuda do seu antigo sócio na advocacia, que sempre salientou o começo de vida bastante sórdido de Lincoln, este tornou-se o modelo do homem que sobe na vida a pulso.

Guerra de Secessão
A Guerra de Secessão: conflito entre os federalistas e confederados.

Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana foi o maior conflito armado da história dos Estados Unidos. De fato, a guerra provocou a morte de cerca de 970 mil pessoas, o equivalente ao mesmo número de norte-americanos mortos nas duas Guerras Mundiais juntas. 

Os motivos do conflito foram as grandes diferenças socioeconômicas existentes entre os Estados americanos do norte e os do sul. A região norte dos Estados Unidos vivia um período de forte desenvolvimento econômico e industrial, já os Estados do sul eram basicamente agrícolas. No entanto, a diferença fundamental que desencadeou a Guerra Civil foi o fato da existência do trabalho assalariado no Norte e do trabalho escravo no Sul. 

Abraham Lincoln, um candidato do Norte, abolicionista e defensor da liberdade, foi eleito presidente, em 1860, fato que desagradou muito o Sul. Preocupados com uma possível abolição do trabalho escravo em seus territórios, onze Estados se desvincularam da União e formaram os Estados Confederados. Os rebeldes aprovaram com uma nova constituição e estabeleceram Richmond, na Virgínia, como capital. 




Até aí, não havia motivos suficientes para causar uma guerra. Diferentemente do que muitos pensam, a Guerra de Secessão não foi causada pela simples separação dos confederados, uma vez que sob o ponto de vista constitucional, nada obrigava um Estado a permanecer na União. O que iniciou o conflito armado foi o ataque confederado feito ao Forte Sumter, na Carolina do Sul, em 12 de abril de 1861. 

Tal ataque e a posição dos confederados em considerar a União como inimiga foi proporcionada pelo medo da propagação do abolicionismo, mesmo que fosse de um país para outro. Já a intenção da União e de Lincoln era salvar a unidade territorial dos Estados Unidos. 

Após muitas vitórias e derrotas de ambos os lados, prevaleceu a lógica: a União venceu. Para se ter uma ideia, dos 31 milhões de norte-americanos daquela época, 20 viviam nos Estados do norte. Além disso, grande parte da população do Sul era composta por escravos, que não podiam ir à guerra. Por fim, podemos citar outras inúmeras vantagens do Norte, como o uso de ferrovias e a possessão de uma força naval forte, por exemplo. 



A guerra terminou em abril de 1865, quando o general confederado Robert Lee pediu por termos da rendição. Embora o conflito tenha abalado de certa forma a economia do Norte, os Estados do sul foram os que mais tiveram prejuízos: muitas cidades  foram destruídas, suas plantações arrasadas, sem contar o problema da falta de mão-de-obra. Mesmo assim, o espetacular crescimento econômico do Norte contagiou toda a nação americana nas décadas seguintes.

Estados Unidos: Expansão para o oeste

A conquista do Oeste


No início do século XIX houve uma intensa imigração nos Estados Unidos. A maioria desses imigrantes vinha da Alemanha, Irlanda e Inglaterra, fugindo da difícil situação econômica que prejudicava a Europa. Muitos artesões estavam desempregados com a industrialização, e a concentração fundiária resultou na expulsão de camponeses das terras.

Isso causou um rápido crescimento demográfico dos EUA e o desejo ambicioso de conquistar as terras do Oeste.

Em 1829, a construção de ferrovias abateu os preços do transporte. Com o tempo as linhas férreas foram sendo ampliadas cada vez mais, tanto que em 1890 já havia uma linha fazendo ligação entre a Costa do Atlântico ao Pacífico.

No ano de 1848 foi descoberta uma mina de ouro na Califórnia, causando um deslocamento populacional em busca da “riqueza fácil”.
O Estados Unidos estava decido na sua expansão para o Oeste, se e justificou através da doutrina “Destino Manifesto” que apresentava os norte-americanos como destinados divinamente a conquistar o território cobiçado por eles.







Surge a Doutrina Monroe em 1820, que pode ser resumida pela seguinte frase: “a América para os norte-americanos”. Trouxe para a expansão dos EUA um novo significado, logo de início atuava na defesa das nações latino-americanas que tinham conquistado a independência recentemente. Mas em decorrência dos interesses dos Estados Unidos em relação aos territórios do Oeste, a doutrina foi se estendendo em direção a esses territórios.




Mecanismos da Conquista

De acordo com o tratado de versalhes (1783), os Estados Unidos se estendia da Costa do Atlântico até o Mississippi. Porém, ocorreram algumas mudanças em relação a este fato, pois os norte-americanos conseguiram conquistar terras do Oeste como o território da Louisiana que foi vendida por Napoleão Bonaparte para os norte-americanos por 15 milhões de dólares, a Flórida vendida pelos espanhóis por 5 milhões de dólares, o Alasca vendido pela Rússia por 7 milhões de dólares e o Oregon que foi cedido pelos ingleses aos norte-americanos.

O México dominava o Sudoeste Americano e para ocupar essas terras os norte-americanos tiveram que iniciar uma guerra. No ano de 1821, o governo mexicano permitiu a colonização dos norte-americanos em seu território em troca eles deveriam seguir a religião católica e jurar lealdade.

No entanto, começaram a acontecer muitos conflitos internos e ditaduras que dificultaram o estabelecimento de um Estado Nacional, e assim os Estados Unidos teve grandes oportunidades de expansão. Nessas condições, o território do Texas estava destinado a fazer parte dos EUA. Assim teve inicio a Guerra do México, que perdurou de 1845 a 1848, e foi nesse período que definitivamente foi proclamada a independência do Texas em relação ao México, e passou a compor os EUA. O fim da guerra foi marcado pela assinatura do Tratado de Guadalupe-Hidalgo, consolidando o Rio Grande como região fronteiriça entre o México e o Texas. As regiões da Califórnia, Arizona, Novo México, Nevada, Utah e uma porção de Colorado foram cedidas aos norte-americanos por 15 milhões de dólares. Após 5 anos, a metade do território mexicanos estava sob o poder dos EUA.

Os indígenas foram os mais prejudicados com a expansão ao Oeste, pois era um povo que estava passando por fases de desenvolvimento e por isso não tinham forças suficientes para se defenderem do domínio dos europeus. E os norte-americanos, continuavam acreditando e seguindo a doutrina “Destino Manifesto”, idealizando a obrigação de civilização de outros povos, destruindo os indígenas e a sua cultura.

Biografia de Marat

terça-feira, 16 de agosto de 2011

[creditofoto]Filho do italiano Giovani Marra, Jean-Paul Marat estudou medicina em Paris e Bordéus, terminando o curso na Inglaterra e doutorando-se em 1775, ano em que publicou o "Ensaio Filosófico sobre o Homem".

Neste ensaio, atacou as idéias de Claude-Adrien Helvetius (1715-1771) contrárias à necessidade do conhecimento científico para quem fosse filósofo.

De volta à França, foi nomeado médico da guarda pessoal do conde d'Artois, irmão mais novo do rei Luís 16.

Em 1783, abandonou a profissão para se dedicar à carreira de cientista - já havia publicado artigos sobre experiências com fogo, luz e eletricidade.

Em 1780 lançou seu Plan de Législation Criminelle (Plano de Legislação Criminal), que foi considerado subversivo pelo governo. Um ano depois teve seu ingresso vetado na Academia de Ciências, por Lavoisier. Esses dois fatos deram início a seu desencanto com a aristocracia que governava a França.

No ano da eclosão da Revolução Francesa, 1789, fundou o jornal L'Ami du Peuple (O Amigo do Povo), em que se revelava defensor das causas populares. Condenado várias vezes, era visto como o porta-voz do partido jacobino, a ala mais radical da revolução. Considerado fora-da-lei, refugiou-se na Inglaterra em 1790 e no verão de 1791, retornando então a Paris.

Quando os sans-cullote (massas populares), orientados pelos jacobinos, proclamaram a República e instituíram a Comuna de Paris como órgão executivo do governo, Marat foi eleito um de seus dirigentes. Seus adversários políticos, os girondinos, o acusavam de querer estabelecer uma ditadura com Robespierre e Danton.

No ano seguinte, Charlotte Corday, militante girondina, entrou em sua casa e o assassinou na banheira, a punhaladas. Nos últimos dias, Marat passava várias horas na banheira, que aliviava suas dores provenientes de uma doença inflamatória.

Biografia de Robespierre

[creditofoto]"O Governo revolucionário deve aos bons cidadãos toda a proteção nacional; aos inimigos do povo ele deve apenas a morte." Neste trecho de um discurso à Convenção, Maximilien Marie Isidore de Robespierre expressou o fanatismo que tomou conta da Revolução Francesa, no período que se seguiu à deposição da monarquia, conhecido como "Terror".

Filho de uma família da pequena burguesia, Maximilien Robespierre perdeu sua mãe cedo e foi depois abandonado pelo pai. Viajou a Paris com uma bolsa de estudos e, em 1781, graduou-se em direito. Exerceu a profissão de advogado em sua cidade natal, Arrás, com sucesso.

Em abril de 1789 Robespierre tornou-se deputado pelo Terceiro estado da região de Artois. Revelou-se um grande orador. Em abril de 1790, tornou-se membro do Clube dos Jacobinos, a ala mais radical dos revolucionários. A partir daí, adquiriu notoriedade e sua vida passou a estar intimamente associada aos acontecimentos da Revolução Francesa.

Em 1791 Robespierre foi um dos principais líderes da insurreição popular do Campo de Marte. Sua fama de defensor do povo lhe valeu o apelido de "Incorruptível". Depois da deposição da família real, em 1792, Robespierre aderiu à Comuna de Paris e tornou-se um dos chefes do governo revolucionário. Combateu então a facção dos girondinos, menos radicais.

Robespierre foi um dos que pediram a condenação do rei Luís 16, guilhotinado em 21 de janeiro de 1793. Em julho do mesmo ano, Robespierre criou um Comitê de Salvação Pública para perseguir os inimigos da revolução. Foi instaurado o regime do "Grande Terror" - o auge da ditadura de Robespierre.

Em 1794 Robespierre mandou executar Danton, o revolucionário que propunha um rumo mais moderado para a revolução. Neste mesmo ano, tornou-se Presidente da Convenção Nacional. No dia 27 de julho, numa sessão tumultuada, Robespierre foi ferido e teve que sair da sala às pressas. Foi detido imediatamente por seus inimigos e, dois dias depois, mandado à guilhotina.

Livros sobre a Revolução Francesa

Dica de livros sobre a Revolução Francesa
Clique aqui para acessar

10 Filmes sobre a Revolução Francesa

para acessar clique aqui

Lista de 10 filmes sobre a Revolução Francesa

A Guilhotina

segunda-feira, 15 de agosto de 2011


É um aparelho de decapitação mecânica, inventado no período da Revolução Francesa. Criada por Joseph Ignace Gillotin em 1738, a guilhotina tinha a finalidade de proporcionar uma morte rápida e sem dor aos condenados à morte.
O doutor Gillotin defendeu na Assembléia Nacional que esse seria um método mais humanitário, eficaz e igualitário, já que na época os nobres tinham privilégios até na hora de morrer.

Porém, com a Revolução Francesa todo e qualquer suspeito de se opor ao regime passou a ser decapitado, dessa forma a guilhotina ficou marcada como símbolo de crueldade e opressão.


As amantes de Napoleão


Napoleão Bonaparte ficou historicamente reconhecido pelo seu expressivo carisma e habilidade militar. Estabelecendo uma rápida carreira foi capaz de ascender na hierarquia do exército francês e, logo depois, assumir o posto máximo do governo deste mesmo país. Contudo, além de sua habilidade política e militar esse aclamado personagem também ficou conhecido pelo seu amplo número de relações amorosas.

Quando jovem, não sendo detentor de uma imagem muito atraente, acabou se engalfinhando nos estudos que, com apenas dezesseis anos, lhe garantiram a condição de tenente do exército francês. Dois anos mais tarde, não resistiu às tentações das várias prostitutas que ziguezagueavam nas proximidades do Palais Royal, no centro de Paris. Certa noite, acabou se deitando com uma dessas mulheres após uma longa sabatina de perguntas sobre a vida da prostituta escolhida.

Com o estouro da revolução, Napoleão começara a ficar conhecido pela sua coragem e astúcia no campo de batalha. Entretanto, o mesmo papel de destaque não acontecia com as mulheres, que continuavam a vê-lo como um homem de baixa estatura e pouca expressividade. Mesmo fazendo aulas de dança e etiqueta, nenhuma dama casadoira se prontificava a confiar naquela figura desalinhada e de pouco tato.

A primeira jovem que manifestou o desejo de subir ao altar com o promissor general de brigada foi Bernardine Eugénie Desiree, de apenas dezesseis anos. Contudo, seu pai não permitira o casório, pois não tinha muito gosto pela família Bonaparte. Anos antes, já havia permitido José Bonaparte, irmão mais velho de Napoleão, a se casar com outra de suas filhas. De fato, a condição de homem casado só veio a ser galgada por Napoleão em 1796, quando a viúva Josefina de Beauharnais aceitou o seu pedido.

Perdidamente apaixonado pela esposa, Napoleão escrevia tórridas cartas de amor que confessavam a sua completa devoção à Josefina. Em contrapartida, a mulher lhe traía com outros homens e não se importava em responder as cartas de amor do marido. Ao tomar consciência do amor não correspondido, Napoleão decidiu responder à altura mantendo um caso com a bela Pauline Fourès, que havia se disfarçado de homem para acompanhar o marido nas batalhas do Egito.





O seu envolvimento com Pauline não era segredo para nenhum de seus comandados, tanto que alguns a chamavam jocosamente de “a Cleópatra loura do general”. Nesse mesmo tempo que esteve em terras egípcias, manteve outra relação extraconjugal com Zenab, filha de um xeique egípcio que lutou contra as tropas francesas. Com o fim das campanhas no Egito, ele retornou para o seu lar e, mais uma vez, não encontrou a infiel esposa à sua espera.

Enfurecido pelo descaso de seu cônjuge, concluiu que o divórcio deveria acabar com o desencontro entre o falido casal. Desesperada pela decisão, Josefina se atirou aos pés de Napoleão lhe suplicando perdão. Ao ver a esposa em lágrimas, não resistiu e a perdoou. Após o incidente, Napoleão ascendeu no cenário político francês com o apoio da população que o enxergava como um inquestionável herói nacional. No ano de 1804, tornou-se imperador da França e transformou Josefina em imperatriz.

Ciente de que seu casamento não era bem sucedido, Napoleão aproveitou do poder para que seus assessores aliciassem as belas damas da corte parisiense. Entre as amantes desconhecidas, teve um caso mais regular com a atriz Georgina, que se sentia lisonjeada pelo desejo que provocara em um dos mais poderosos homens daquela época. Mesmo afeiçoada àquela situação, os aliciadores do imperador sempre recomendavam que ela se mostrasse surpresa durante os encontros, como era do gosto de Napoleão.

A certa altura, o apetite sexual de Napoleão acabou sendo usado como instrumento de barganha política. Certa ocasião, o imperador francês se mostrou perdidamente apaixonado pela condessa polonesa Maria Waleska. Ao saberem da situação, os compatriotas encorajaram Waleska a investir na relação. O objetivo por detrás da manobra seria convencer Napoleão a estabelecer a independência da Polônia, que havia sido tomada pelas tropas da Rússia, Prússia e Áustria.
O envolvimento com Maria Waleska deu origem, em 1810, ao primeiro filho de Napoleão Bonaparte, Alexander Walewski, que não pode ser reconhecido. Apesar do empecilho, o imperador francês notara que deveria deixar um herdeiro ao trono e que sua esposa não tinha condições físicas para engravidar. Com isso, decidiu se divorciar de Josefina, que, por sua vez, ficou completamente desolada.
Na verdade, quatro anos antes, Napoleão havia tido outro filho bastardo com Eléonore Denuelle, dama de companhia de uma das irmãs do imperador. Sem poder revelar quem era o pai da criança, a serviçal decidiu homenageá-lo com o nome de León, uma abreviação de “Napoleón”. Nessa época, as aventuras amorosas do general corso começavam a espalhar seus descendentes pela Europa.




Buscando resolver a questão do herdeiro e, ao mesmo tempo, arrefecer o furor das tropas inimigas, Napoleão negociou seu casamento com a duquesa Maria Luísa. Sendo filha do imperador da Áustria, este casamento poderia servir como ponto fundamental para que as outras nações europeias reconhecessem o seu governo. Tempos depois, ao longo de uma relação que parecia feliz, Bonaparte conseguiu seu único filho legítimo, François Charles Joseph Bonaparte ou Napoleão II.

No ano de 1814, as terríveis derrotas impostas pelo exército russo acabaram separando o casal imperial definitivamente. Nem mesmo quando reassumiu a França no “Governo de Cem Dias”, a jovem imperatriz teve a oportunidade de encontrar o amado marido. Com o tempo, a distância acabou forçando-a a sustentar um relacionamento extraconjugal com o ajudante de ordens Adam Albert Graf von Neipperg.

No período que esteve exilado em Santa Helena, Napoleão teve um caso com Albine Hélêne, mulher de um dos serviçais que o acompanhou no exílio. Em 1819, a jovem Albine abandonou a ilha com uma criança chamada Josephine, a qual o derrotado imperador reconheceu como sua filha. Curiosamente, antes de falecer, Napoleão pediu que seu coração fosse enviado à Maria Luísa. Entretanto, as autoridades britânicas não permitiram que este último e macabro gesto romântico fosse realizado.



O Imperador

Napoleão Bonaparte
(General)
1769-1821


Este grande personagem da história nasceu na Córsega, no ano 1769. Ainda muito jovem, com somente dez anos de idade, seu pai o enviou para a França para estudar em uma escola militar. Apesar de todas os desafios que encontrou por lá, sempre sempre se manteve muito determinado. Seu empenho e determinação o fizeram tenente da artilharia do exército francês aos 19 anos. 

A Revolução Francesa (de 1789 a 1799), foi a oportunidade perfeita para Bonaparte alcançar seu objetivo maior. Tornou-se general aos 27 anos, saindo-se vitorioso em várias batalhas na Itália e Áustria. 

Sua estratégia era fazer com que seus soldados se considerassem invencíveis. No ano de 1798 ele seguiu em embarcação para o Egito, com o propósito de tirar os britânicos do percurso às Índias. 

Ele foi muito bem quisto por seus soldados e por grande parte do povo francês. Seu poder foi absoluto após ter sido nomeado cônsul. 

No ano de 1804, Napoleão finalmente tornou-se imperador. Com total poder nas mãos, ele formulou uma nova forma de governo e também novas leis. 

Visando atingir e derrotar os ingleses, Bonaparte ordenou um Bloqueio Continental que tinha por objetivo proibir o comércio com a Grã-Bretanha. 

No ano de 1812, o general francês atacou à Rússia, porém, ao contrário de seus outros confrontos, este foi um completo fracasso. Após sair de Moscou, o povo alemão decidiu lutar para reconquistar sua liberdade.

Após ser derrotado, Napoleão foi obrigado a buscar exílio na ilha de Elba; contudo, fugiu desta região, em 1815, retornando à França com seu exército e iniciando seu governo de Cem Dias na França. 

Após ser derrotado novamente pelos ingleses na Batalha de Waterloo é enviado para o exílio na ilha de Santa Helena, local de seu falecimento em 5 de maio de 1821.

Antes da Revolução

domingo, 14 de agosto de 2011


• A vida na corte Francesa


Os anos que precederam a Revolução de 1789 foram de grande fome para o povo francês. Essa, era uma característica do Antigo Regime, o povo morria mesmo, de fome !


Revolução FrancesaO esplendor da corte francesa durou, na verdade, uns 25 anos. Quando Luís XIV começou a governar, iniciou a fase de maior luxo na corte. Ele era conhecido como “Rei Sol “, construiu Versalhes, o palácio, e assim ficava a nobreza cada vez mais afastada do povo, sujo, faminto e turbulento. O modo de vida da corte francesa era imitado por toda a Europa, assim como os jardins e a decoração de Versalhes.


Os sucessores do Rei Sol já não davam tanta importância às regras da corte. Luís XV preferia se distrair com suas favoritas do que cumprir com sua obrigação de atender as audiências públicas. Luís XVI, parecia um burguês, com seu gosto pelos trabalhos em madeira. Ele era excelente como marceneiro e também serralheiro. Mas, sua mulher, Maria Antonieta, entendia tudo de etiqueta, embora preferisse receber seus convidados no Petit Trianon, um anexo ao palácio, onde ficava mais à vontade. Ela ficou conhecida pela frase: “ Se não têm pães, que comam brioches ! ”, que ela teria dito quando o povo faminto gritava porque não tinha nem um pedaço de pão.


O fato é, que tanto Luís XVI como Maria Antonieta viviam completamente isolados do povo, melhor dizendo, do Terceiro Estado que reunia os 96% de plebeus que havia na população francesa entre miseráveis, pobres, remediados e mesmo ricos.


Os nobres, uma pequena minoria de 400 mil pessoas dentro de um país com 23 milhões de habitantes eram privilegiados, não pagavam imposto algum, embora eles e o clero ( cujos principais titulares também eram nobres ) fossem donos de vastas extensões de terras. É verdade que apenas uma mínima parcela deles freqüentava a corte, mas, exigiam do rei, presentes e outras vantagens em dinheiro. Esse foi um dos grandes motivos da falência das finanças reais imediatamente antes da Revolução. Luís XVI não conseguia recusar a seus primos e amigos o que estes lhe pediam, mesmo que isto resultasse em fome, carestia e morte para o povo. A bem da verdade o rei não parecia ter idéia de como o povo vivia.


Luís XIV foi um rei que não queria saber dos pobres, Luís XV subiu ao trono como o Bem Amado, mas morreu odiado e Luís XVI que foi guilhotinado, foi o menos duro com seu povo, apenas não tomava conhecimento do que ocorria fora dos muros do palácio. O grande problema era o regime absolutista que tinha se tornado insuportável para os franceses.

A Ditadura Jacobina e o Termidor

A época conhecida como o "grande terror" foi o momento mais radical da revolução. Todos, até mesmo os mentores da revolta, tornaram-se traidores em potencial, o que causou o guilhotinamento de milhares de pessoas.


Nos onze meses de atividade da ditadura jacobina, pelo menos 300 mil pessoas foram levadas aos tribunais da Revolução. Destas, 17 mil foram guilhotinadas e 25 mil executadas sumariamente, na grande maioria rebeldes ligados à contra-revolução na Vendéia e no vale do Rhône.

Direita X Esquerda : A Revolução Francesa

É muito comum, em política, associarmos os termos esquerda e direita a partidos políticos ou a pessoas que defendem ou combatem idéias reformistas, ou que adotam posições radicais ou moderadas diante de certas questões. Mas raramente nos perguntamos como foi que essas expressões passaram a designar tais ideias.
Suas origens, na verdade, remontam à Revolução Francesa. Durante a realização dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (1789-1791), os aristocratas (conservadores) se sentavam à direita da Presidência e os democratas (que lutavam por reformas), à esquerda. Vem daí a divisão entre esquerda e direita. Mais tarde, em 1792, a Assembleia Legislativa que substituiu a Assembleia Constituinte (dissolvida em 1971), deu lugar à Convenção Nacional. Nesse momento, as duas facções políticas mais importantes eram a dos jacobinos e a dos girondinos.
Os dois grupos exerceram papel fundamental durante a Revolução que irrompeu na França em 1789.

Um breve resumo sobre a Revolução Francesa


  • Se existe um fato importante na história mundial, esse é a Revolução Francesa, que aconteceu em 1789 e foi responsável por grandes mudanças na política.
  • O absolutismo perdeu a sua força e a burguesia prevaleceu no poder.
  • O período é marcado pelo iluminismo, o mundo estava sendo influenciado por novas ideias.
  • Os burgueses detinham poder econômico e também queriam participar das decisões em seu país.

  • A França não estava numa situação muito agradável e isso motivou os ideais da Revolução, que consistiam nos dizeres: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
  • A Revolução Francesa durou até 1799 e é considerada uma das maiores da humanidade. Com a queda da monarquia, a democracia começou a ser divulgada pelo mundo.
  • Um dos grandes nomes é o de Napoleão Bonaparte.

  • Revolução Francesa foi o conjunto de eventos que, de 1789 a 1799, alterou o quadro político e social da França, até então dominada pelo Antigo Regime.
  • É considerado um marco na história, iniciando o que chamamos de Idade Contemporânea.
  • Uma revolução não ocorre do nada. Dentre as principais causas da Revolução Francesa, podemos destacar:
  • Custo da monarquia, o rei Luís XVI e a sua corte gastavam enormes quantias para sustentar seus privilégios.
  • Ideias iluministas: os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade influenciaram os rumos da revolução, desde o início.
  • Gastos com guerras: a França participou da Guerra da Independência dos Estados Unidos (Treze Colônias) e perdeu a Guerra dos Sete Anos, contra a Inglaterra.
  • Crise econômica: os gastos da monarquia, as guerras, assim como a escassez na agricultura, aumentaram a miséria, a fome e o descontentamento dos franceses.

  • A divisão da sociedade francesa também pode ser considerada causa da revolução, pois não havia mobilidade social.
  • A sociedade era dividida em três estados:
Clero (0,5%)
Nobreza (1,5%)
Povo (incluindo a burguesia, somavam 80%)

  • Os privilégios se concentravam nas mãos do clero e da nobreza, que oprimiam o terceiro estado.
  • Além disso, apenas o terceiro estado pagava impostos. Porém, este dinheiro não estava sendo suficiente para sustentar o custo do estado francês.
  • Para tentar resolver os problemas econômicos da França, o rei Luís XVI convocou a Assembleia dos Estados Gerais.                            
  • Esta assembleia reunia membros dos três estados. Naquele momento, o objetivo era fazer a nobreza e o clero também pagar impostos.
  • Seria feita, então, uma votação, que poderia ocorrer de duas maneiras: por estado ou por cabeça.
  • A votação por estado, ou seja, um voto por estado agradava a nobreza, pois, obtendo apoio do clero, sempre vencia o povo nas decisões. Eram dois votos contra um.
  • Já a votação por cabeça, considerando a decisão individual na assembleia, agradava ao povo. Isto porque, sendo maioria, garantiria a vitória dos seus interesses.




  • Sem conseguir conciliar o interesse dos três estados e sem tomar decisão alguma Luís XVI mandou fechar a Assembleia.
  • Descontentes, o terceiro estado liderado pela burguesia exigiu a criação de uma constituição para a França.
  • O povo saiu às ruas.
  • A manifestação do povo chegou à Bastilha, prisão política da monarquia francesa. Considera-se que o povo invadiu esta prisão com objetivo de se apoderar da pólvora lá existente.
  • Assim, a Queda da Bastilha se tornou o símbolo do início da Revolução Francesa.
  • A partir daí, a Revolução Francesa se subdivide em algumas fases principais: Assembleia Nacional Constituinte, Convenção e Diretório.
  • Com a França imersa no caos, e sob a ameaça de ataques internos e externos, a alta burguesia articulou entregar o poder a alguém influente e poderoso.
  • Esse alguém foi Napoleão Bonaparte, que, a partir de 1799, começou a governar a França.


O 14 de Julho de 1789


Publicamente, Luís XVI afirmava apoiar a Assembléia. Nos bastidores, porém, convocou o exército para dissolve-la. Quando a notícia da traição do rei circulou por Paris, grande parte da população se revoltou. Na madrugada de 14 de julho, uma multidão, formada principalmente por artesãos, operários e pequenos lojistas invadiu os arsenais e se apoderou de 30 mil mosquetes. Em seguida, partiu em direção à Bastilha, fortaleza na qual o governo encarcerava e torturava os seus opositores.
Embora estivesse praticamente desativada – abrigava apenas sete detentos na ocasião -, a Bastilha constituía um dos maiores símbolos do absolutismo. Tomada pela multidão após horas de combate, sua queda transformou-se em um marco, e até hoje o 14 de julho é comemorado como data nacional na França.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Eis aqui um documentário feito pelo History Channel muito interessante sobre 
A Revolução Francesa




Revolução Francesa - History Channel (Parte 1)



Revolução Francesa - History Channel (Parte 2)




Revolução Francesa - History Channel (Parte 3)




Revolução Francesa - History Channel (Parte 4)




Revolução Francesa - History Channel (Parte 5)


Revolução Francesa - History Channel (Parte 6)




Revolução Francesa - History Channel (Parte 7)




Revolução Francesa - History Channel (Parte 8)



Revolução Francesa - History Channel (Parte 9)